maio
2026
Deputado federal em exercício, Ribeiro Neto é acusado de cárcere privado, lesão corporal e estupro de vulnerável

Ribeiro Neto e sua esposa Ingrid Graziella, ela também o acusa de estupro de vulnerável, porque embriagou a vítima antes do ato sexual.
O ex-vereador de São Luís, Aires do Espírito Santo Ribeiro Neto, conhecido popularmente como “Ribeiro Neto”, deputado federal em exercício está sendo acusado pela esposa Ingrid Graziella Galeno Campos de uma série de graves crimes como cárcere privado, lesão corporal, ameaça de morte, injúria e estupro.
Conforme documentos os quais o Blog do Domingos Costa teve acesso em primeira mão, Ingrid Graziella procurou a Delegacia de Polícia de São José de Ribamar na madrugada deste domingo (17) para registrar os fatos praticados, segundo ela, pelo marido ao longo dos últimos dias.
– Lesão Corporal
Ingrid conta que os fatos mais graves desencadearam no último dia 07 de maio, quando ela chegou em casa, no bairro do Itapiracó, acompanhada da filha de 04 (quatro) anos e, assim, que parou o carro foi surpreendida com os murros de Ribeiro Neto nos vidros do veículo, instante que ele puxou ela pelo braço, jogou no chão e tomou o aparelho celular dela.
Diante das lesões por conta da queda quando foi jogada ao chão, Ingrid Graziella buscou atendimento na Policlínica do bairro do Cohatrac. Ela foi até a unidade acompanhada de uma prima de Ribeiro, identificada por “Alice”.
Naquela noite, ainda em posse do celular da esposa, o ex-vereador ligou para “Alice” e pediu para ela não entregar nenhum aparelho celular à esposa e determinou que após o atendimento na Policlínica, Ingrid fosse encontrá-lo.
– Estupro de vulnerável
Assim que encontrou com a esposa, Ribeiro a levou para o Motel Aquarium, Avenida General Arthur Carvalho, no bairro Turu e, lá, a obrigou a tomar uma garrafa inteira de vinho, a deixando totalmente impedida de oferecer algum tipo de resistência.
Em seguida, praticou ato sexual contra a vontade de Ingrid, ela relata que lembra muito pouco da prática do atos sexuais e acrescentou que 15 dias antes estava internada em uma UTI com diagnóstico de aneurisma cerebral.
– Cárcere privado
No dia seguinte, Ribeiro Neto a levou de volta para a residência do casal no bairro do Itapiracó e a proibiu de sair de casa, de ter acesso a aparelhos celulares, computadores e deu expressa ordem a seus funcionários de que a vítima não poderia ter acesso a nenhum tipo de comunicação ou sair da residência.
Ainda conforme apuração do Blog do DC, por diversas vezes a família de Ingrid tentou contato com ela, mas sem sucesso. Ribeiro justificou aos parentes da esposa que o aparelho celular dela tinha sido danificado, mas que estava tudo bem com ela.
Até que no dia 10 um tio de Ingrid, identificado como “Jorge”, foi até a residência do casal e conseguiu falar com Ingrid e tomar a decisão de levá-la para casa dele junto com a filha de quatro anos.
Na ocasião, Ribeiro Neto não devolveu o celular dela, um iphone 15 e, em vez disso, entregou outro aparelho cujo WhatsApp está clonado. Além disso, ele também não devolveu outros eletrônicos como um iPad e um MacBook.
Desde então, quando resgatada para casa do tio, Ribeiro Neto ligava insistentemente para tentar reconciliar, até que no dia 12 de maio, conseguiu convencer Ingrid a retornar para casa, contudo, no dia seguinte, o ex-vereador manteve a proibição da esposa de sair de casa.
– Ameaças e injúria
Três dias após, no dia 15 de maio, última sexta-feira, Ribeiro Neto chegou em sua casa com uma arma de fogo e ameaçou a esposa, em determinado momento, afirmou que iria fazer ela sofrer bastante e chegou a fazer a seguinte afirmação: “Você poderá até ficar viva, mas será uma morta-viva”.
Naquela mesma noite, Ribeiro também afirmou, na frente da filha de quatros anos, que iria se matar e a culpa seria de Ingrid Graziella.
Cansada da situação, a esposa do ex-vereador decidiu voltar para casa do tio e, no instante que tentou pegar seu aparelho IPad foi novamente agredida pelo marido, que não deixou ela levar o equipamento e ainda impediu que recolhesse as roupas da filha de quatro anos. Ainda assim, ela saiu de casa sob fortes ameaças do marido.
– Decidiu procurar a Polícia e denunciar
Até que nesta madrugada, Ingrid Graziella Galeno Campos decidiu colocar fim no sofrimento e procurou a Delegacia da Mulher de São José de Ribamar para denunciar os sucessivos crimes praticados pelo marido. Ela também pediu medidas protetivas e uma busca e apreensão para recuperar seus pertences que Ribeiro Neto resiste em entregar.
A investigação está sob a responsabilidade da delegada Amanda Falcão de Carvalho Lopes, da Delegacia Especial da Mulher de São José de Ribamar.


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