17
ago
2026

Sem o Palácio dos Leões, aliados de Flávio Dino enfrentam dificuldade de fazer campanha e querem para o ministro do STF afastar Brandão durante a eleição

Aliados de Flávio Dino estão sem a estrutura do poder estadual que mantinha suas campanhas eleitorais em anos anteriores, e reivindicam, em plena eleição 2026, a volta do controle do Palácio dos Leões via STF, por meio do ex-governador, hoje ministro da Corte.

Camarão, Eliziane, Jerry, Othelino, Rodrigo, Leandro, Lula e Júlio estão com dificuldades de fazer campanha sem os Leões.
Camarão, Eliziane, Jerry, Othelino, Rodrigo, Leandro, Lula e Júlio estão com dificuldades de fazer campanha sem os Leões.

As eleições 2026 começaram oficialmente em todo o Brasil neste domingo, dia 16 e os considerados “dinistas”, aliados do ex-governador do Maranhão e atual ministro do STF – Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, estão sentido sérias dificuldades de fazer campanha eleitoral e, a consequência da falta de poder, é que devem ficar de fora da lista dos eleitos no próximo 04 de outubro.

O motivo? Abstinência de poder, falta de estrutura advinda do Estado para irrigar suas campanhas, como foi feito nos dois últimos pleitos. Desta vez, não têm o Palácio dos Leões à sua disposição e isso está fazendo toda a diferença para a “turma” de Dino.

O deputado federal Márcio Jerry, por exemplo, sempre que foi eleito recebeu apoio de três dúzias de prefeitos e grandes lideranças políticas que eram chamadas ao Palácio dos Leões e recebiam liberação de obras, asfalto, bloquetes, praças, portos, entre tantas outros benefícios.

Dessa forma, era fácil fazer política usando o chapéu alheio. Mas agora, tudo acabou! O governador é Carlos Brandão, do MDB…

Assim como Jerry, presidente estadual do PCdoB, amigo fiel e padrinho de casamento de Dino, essa mesma estrutura de poder do Palácio dos Leões serviu para eleger os deputados estaduais Othelino Neto, Rodrigo Lago, Leandro Bello, Carlos Lula e Júlio Mendonça.

A situação de Carlos Lula era ainda mais confortável, tinha toda a estrutura da Saúde do Estado à sua inteira disposição política. Não à toa foi o terceiro mais votado com mais de 80 mil votos.

Por sua vez, Othelino Neto, também dispunha do poderio político da presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão, conquistada graças às bençãos de Dino. Saiu das urnas com mais de 84 mil votos, o segundo mais votado do MA.

Nesse bojo, também estão o vice-governador Felipe Camarão que mandava e desmanada da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e, também, em mais de meia dúzias de outras pastas estaduais na gestão dinista.

Eliziane e Leandro Bello, nem se fala, nunca deixaram de ter seus pleitos atendidos prontamente pelo então Governador do Maranhão.

Júlio Mendonça fez sua campanha eleitoral sob a herança da Secretaria Estadual de Agricultura Familiar e da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), na gestão do ex-governador Flávio Dino.

Rodrigo Lago era considerado “menino dos olhos” e passou por uma “renca” de secretarias na gestão Dino, foi secretário de Transparência, chefe da Casa Civil, secretário de Articulação Política e Comunicação e, também, secretário de Agricultura Familiar e, ainda, presidente da Companhia de Gás do Maranhão (Gasmar).

Agora, sem o controle dos cofres estaduais, os dinistas não estão conseguindo fazer campanha como antes, quando tinham o Estado, é, exatamente por esse motivo que reivindicam, desesperadamente em plena eleição, a volta do controle do Palácio dos Leões.

E estão fazendo essa reivindicação a quem? a Flávio Dino, STF!

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