15
maio
2026

Servidora fantasma em Mata Roma vira alvo de investigação do Ministério Público

Pelo Jornalista Domingos Costa
Prefeito de Mata Roma, Besaliel Albuquerque.

Prefeito de Mata Roma, Besaliel Albuquerque.

O Ministério Público do Maranhão abriu um Inquérito Civil para investigar uma grave denúncia envolvendo uma suposta servidora fantasma no município de Mata Roma. A investigação mira a servidora Ana Clea Nascimento Galvão, ocupante do cargo de cozinheira, suspeita de permanecer na folha de pagamento da prefeitura mesmo residindo em outro estado e sem exercer suas funções no município.

A portaria foi publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público no dia 8 de maio de 2026 e é assinada pelo promotor de Justiça Rodrigo Alves Cantanhede, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Chapadinha.

Segundo o Ministério Público, a denúncia aponta que Ana Clea Nascimento Galvão estaria residindo em Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul, enquanto continuava vinculada à Prefeitura de Mata Roma recebendo remuneração normalmente.

As informações reunidas inicialmente pelo MPMA indicam que a servidora teria se afastado das atividades por licença médica em janeiro de 2021. No entanto, após o encerramento do período de quatro meses de licença, ela não teria retornado ao trabalho.

De acordo com a investigação, também não existem registros de renovação da licença médica nem controle de frequência funcional da servidora, situação que teria sido admitida pela própria Procuradoria-Geral do Município de Mata Roma.

Diante dos indícios levantados, o Ministério Público decidiu converter a Notícia de Fato em Inquérito Civil para aprofundar as apurações e verificar a extensão do possível prejuízo aos cofres públicos.

O promotor Rodrigo Alves Cantanhede determinou uma série de medidas dentro da investigação, entre elas o envio, pela Prefeitura de Mata Roma, da íntegra do processo administrativo disciplinar instaurado contra a servidora.

O município também deverá informar se Ana Clea Nascimento Galvão atendeu à notificação para retornar imediatamente ao posto de trabalho.

Além disso, a investigada será oficialmente notificada para apresentar esclarecimentos sobre as denúncias.

O Ministério Público também marcou uma audiência extrajudicial para o dia 9 de julho de 2026, às 9h, quando a servidora deverá ser ouvida na condição de investigada, podendo comparecer acompanhada de advogado.

Segundo o MPMA, a investigação busca esclarecer completamente os fatos, identificar eventuais responsabilidades administrativas e apurar possível dano ao erário causado pela permanência da servidora na folha de pagamento sem o efetivo exercício da função pública.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, o procedimento poderá resultar em medidas judiciais e responsabilização dos envolvidos.

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