abr
2023
Suspeita de fraude em carta garantia judicial de R$ 65 milhões deve virar escândalo no TJ-MA
Três processos já em fase de cumprimento de sentença e liquidação de sentença por arbitramento deve gerar um novo e grande desgaste para o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).
Os processos foram protocolados no ano de 2006 perante o Juízo da Vara Única da Comarca de Riachão (MA) e, resumidamente, trata sobre rescisão judicial de contratos de compra e venda de imóveis rurais (fazendas) situados no âmbito no município de Carolinas. Em suma, à época, os réus venderam terras as quais não eram os donos.
Conforme apuração do Blog do Domingos Costa, hoje, o caso tramita no TJ-MA e os réus estão todos condenados a pagarem danos morais, danos materiais e ressarcimento dos lucros cessantes num montante atualizado que chega a R$ 131,9 milhões.
Os processos foram propostos por Marilne Rotta, Antônio Rotta e Gregorio Cabreira Júnior, contra a Imobiliária Gaúcha LTDA, de Cascavel, no Paraná, Hermes Kucinski e Valdir Kuncinski.
– Transferência de bens
Os advogados da parte autora do processo, têm feito um trabalho incansável de investigação de vendas e transferências de bens a terceiros, por parte dos executados que atuam para fraudar a execução. Identificou-se que os donos da Imobiliária Gaúcha LTDA estavam vendendo o patrimônio e transferindo o dinheiro para a conta das esposas. Assim, o Juiz determinou a penhora de valores nas contas delas.
A penhora, em partes, conseguiu alcançar um saldo de R$ 14,6 milhões nas contas das esposas dos executados: a Sra. Rosana Mary Nogueira Kucinsk, casada em comunhão universal de bens com Hermes Kucinsk, e Ivone Brugin Kucinsk, casada em comunhão universal de bens com Valdir Kucinsk. O senhor Hermes Kucinsk e o senhor Valdir Kucinsk, são irmãos e sócios-proprietários da empresa IMOBILIÁRIA GAÚCHA LTDA.
– Carta de garantia judicial
Ocorre que para convencer membros do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), a empresa apresentou uma suposta carta de fiança como garantia do pagamento emitida pela PACIFIC BANK – GARANTIAS REAIS E FIDEJUSSÓRIAS LTDA, pessoa jurídica de direito privado, portadora do CNPJ (MF) sob o nº 07.456.800/0001-60.
Acontece que o suposto Contrato de Fiança não é nenhuma modalidade de seguro, pois não está vinculada à SUSEP e nem pode ser contrato de fiança posto que a empresa não faz parte do sistema financeiro nacional, não é vinculada e nem regulada pelo Banco Central.
Ao lermos a suposta garantia fidejussória (confira abaixo), é possível identificar que o documento não tem validade jurídica e, ainda, existe a suspeita que seja mais uma tentativa de fraude a execução (senão suposta tentativa de estelionato) por parte dos devedores.
Conforme consta no corpo do próprio documento: “Esta Carta de garantia somente terá validade quando assinada digitalmente, na forma da MP n° 2.200-2/2001, que instituiu a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil; e desde que assinada pelos signatários e representantes legais da PACIFICBANK – GARANTIAS REAIS E FIDEJUSSÓRIAS LTDA (Garantidora), IMOBILIÁRIA GAÚCHA LTDA (Garantido), e pela Beneficiária quando ou se for requisitado pela Garantidora”. Ocorre que o documento não fora assinado pelas pessoas listadas acima, e ainda, consta apenas uma espécie de colagem borrada do que seria uma assinatura eletrônica em nome da suposta empresa garantidora.
A espécie de colagem é pelo fato de a suposta assinatura eletrônica ser a única parte do documento que apresenta dados borrados e/ou de difícil leitura, bem como não consta os dados da empresa certificadora emitente do certificado digital.
Se não bastasse isso, o Blog do DC identificou que o suposto selo verde nº 67b80716-9e5a-11eb-a8b3-0242aac1300003, colado no documento, está vinculado à empresa WUZU SERVIÇOS DIGITAIS LTDA e está vencido desde 02/07/2021.
Além disso, a empresa garantidora responde a vários processos judiciais por suspeita de participar de um esquema de pirâmide que deu um prejuízo de cerca de R$ 300.000,00 (trezentos milhões de reais), nas pessoas que investiram nela.
O Blog do DC consegui apurar, também, que a empresa é investigada pelo Tribunal de Contas da União nos autos nº TC 042.441/2021-8.
Relatos em portais de notícias evidencias que a empresa possui diversas reclamações, até mesmo de calote milionário.
De forma que a carta de garantia judicial supostamente falsa é caso de polícia e apontam para os supostos delitos de falsidade ideológica, fraude processual, tentativa de estelionato entre outros.
– CLIQUE AQUI E CONFIRA A ÍNTEGRA DA SUPOSTA CARTA DE FINANÇA –


O bom que assim acaba o sonho de algum desembargador e ser ministro do STJ
A presente empresa já esteve envolvida em uma fraude e é investigada no Estado de São Paulo
Advinha de quem é essa falsicação, dele o famoso RONALDO RIBEIRO, advogado envolvido na morte do blçogueiro Decio Sá, um criminiso que não sei como ainda sobrevive no judiciario maranhense, um corrupto que vive perambulando peklos corredores dos tribunais a busca de algum operador do direito Mente Fraca para corromper, UMA VERGONHA…
Essa é so a ponta de um iceberg, antigamente no Maranhão, advogados corruptos roubavam e sumiam com processos, na era digital existe uma quadrilha que manipula prazos e anexos no PJE, o CNJ deve urgente investigar estas praticas aqui no maranhao.