09
jul
2026

Vídeo detalha artimanha do criminoso Gilbson Cutrim e a trama do assassinato do ex-funcionário de Felipe Camarão na SEDUC

Começou a circular nesta quinta-feira (09), mais um vídeo que detalha o caso envolvendo o assassinato do ex-funcionário de Felipe Camarão na SEDUC, João Bosco Sobrinho Pereira. Esse novo vídeo ajuda a desmonta um esquema arquitetado contra o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), Daniel Brandão.

Protagonizado pelo assassino confesso e condenado pelo assassinato do TechOffice, Gilbson Cutrim, o vídeo traz à tona toda a trama que tenta envolver no homicídio o conselheiro Daniel Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão.

A gravidade é tamanha que o simples caso de um homicídio comum foi esbarrar no Supremo Tribunal Federal (STF), onde o réu se transformou em testemunha de um processo que passou de assassinato para investigação política.

O crime de morte agora entrou no centro do debate político maranhense ao reunir depoimentos, documentos e registros que questionam a condução das investigações e a narrativa construída em torno da morte de João Bosco, em 2025.

O material apresenta gravações atribuídas a Gilbson, autor confesso e condenado pelo homicídio, nas quais ele afirma que matou João Bosco por acreditar que sua própria vida e a de seu filho estavam sob ameaça.

Nas imagens, Gilbson também sustenta que, durante os primeiros depoimentos, sofreu pressão para relacionar o crime ao nome de Daniel Brandão, afirmando que recusou fazê-lo por considerar que ele não possui ligação com o episódio.

O vídeo também exibe o depoimento do pai de Gilbson, César Cutrim, que relata ter recebido ligações do ex-secretário de Segurança Jefferson Portela. Segundo ele, durante as conversas, Portela teria oferecido assistência jurídica ao filho. A produção sugere que a oferta estaria condicionada à adoção de uma versão diferente dos fatos.

Outro eixo da narrativa concentra-se na atuação da Secretaria de Estado da Educação durante a gestão de Felipe Camarão. O vídeo resgata documentos administrativos relativos ao reconhecimento e pagamento de uma dívida, apontando que João Bosco ocupava cargo comissionado na pasta à época dos acontecimentos, nomeado que foi pelo ex-secretário Felipe Camarão.

Também são reproduzidos atos administrativos referentes à nomeação de Bosco e ao processamento do pagamento da dívida.

A produção sustenta que o conflito entre João Bosco e Gilbson teve origem na disputa por comissões decorrentes desse pagamento, defendendo que o homicídio decorreu exclusivamente dessa relação e não de qualquer participação de integrantes da família Brandão.

Em outro trecho, o vídeo mostra uma gravação da esposa de Gilbson afirmando que buscaria apoio político “do outro lado” por não conseguir ser atendida por Daniel Brandão.

A partir desse episódio, são levantados questionamentos sobre a mudança posterior da versão apresentada por Gilbson, pela esposa e sobre a transferência do marido para um presídio federal.

Ao final, o vídeo formula uma série de questionamentos sobre a investigação, entre eles a razão de determinadas declarações posteriores de Gilbson terem adquirido maior relevância do que seus depoimentos iniciais, e por que decisões administrativas relacionadas ao pagamento da dívida da TechOffice não teriam sido aprofundadas nas apurações.

A divulgação do material ocorre em meio ao ambiente pré-eleitoral e recoloca em evidência um caso de grande repercussão com alternâncias muito estranhas e misteriosas.


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