set
2021
VÍDEO: TV Mirante denuncia o descaso da gestão Braide na marcação de consulta oftalmológica
Pessoas dormem na fila e não conseguem marcar consultas e exames em São Luís. E mesmo dormindo na fila da Central de Marcação de Consultas (CEMARC), no bairro Outeiro da Cruz, muitas pessoas não conseguem atendimento.
O descaso da gestão Eduardo Braide (Podemos) não para e a cada dia cresce a insatisfação popular em relação ao governo municipal. A marcação de consultas e exames em São Luís, por exemplo, tem gerado muita reclamação e revolta. Muitas pessoas tem dormido na fila para conseguir um atendimento e na maioria das vezes, faltam senha para muitas especialidades.
Um dos serviços mais procurados é a consulta oftalmológica, quem busca atendimento não encontra. No posto da Central de Marcação de Consultas (CEMARC) que fica no prédio da APAE, no bairro Outeiro da Cruz, a longa fila de pessoas buscando por atendimento começa a se formar ainda na madrugada.
Dona Rosa Maria de Lima, de 74 anos, chegou pela madrugada, sentou na calçada e dormiu na fila. “Se a gente vir nesse horário, 4h30 a gente ainda consegue se a gente vir mais de 4h30, às vezes não tem mais e quando chega lá já terminou”, disse.
Uma longa fila de idosos é formada todos os dias em frente a CEMARC. Pessoas que por conta da idade possuem prioridade, mas na maioria das vezes, precisam ficar por horas em pé e sem a garantia de que irão conseguir o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“É triste, viu? A gente está aqui desde 4h e não sabe nem se consegue. A gente vem e quando chega ali e volta. É triste isso aqui! A gente chega de madrugada e fica sentado, dormindo pelas calçadas para conseguir fazer um exame às vezes não consegue. Isso é muito triste”, desabafa Maria da Natividade Silva, dona de casa.
Muitas das pessoas que buscam marcar consulta são os próprios pacientes que saem doentes de casa. A lavradora Socorro Morais Campos faz hemodiálise e disse que tinha que vir para fila para conseguir marcar uma consulta.
“A gente tem que ficar, tem que aguardar se não a gente não consegue. Eles não querem. Meu marido vem e eles não aceitam, tem que vir eu mesma”, disse.
“Eu vim e foi a maior briga porque queriam que ela viesse. Eu disse ‘rapaz, ela não tem condições’. Aí mandaram eu ir na delegacia tirar um documento e chegando lá, não era nada. E a gente fica nessa situação, vai para um lado, vai para outro e é uma situação triste”, disse. José Domingos Melônio, lavrador e marido de Socorro Morais.
Por conta da longa fila de pessoas, uma aglomeração também se forma em frente a CEMARC. “É muito difícil. A gente vê que pelo menos 95% das pessoas usam máscara, graças a Deus, pelo menos isso. O distanciamento aqui é difícil”, disse Neivaldo Vilar, aposentado.


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