17
set
2025

“Braço direito” do marido da Senadora Eliziane Gama é preso pela Polícia Federal em esquema de corrupção de R$ 1,5 bilhão

Pelo Jornalista Domingos Costa

Polícia Federal prende Diretor de Administração e Finanças de empresa pública SGB, presidida pelo marido da Senadora Eliziane, o empresário Inácio Cavalcante Melo Neto; Rodrigo Teixeira é acusado de corrupção em órgãos ambientais.

Inácio Melo é o presidente do SGB e Rodrigo de Melo Teixeira é o Diretor de Administração e Finanças.

Inácio Melo é o presidente do SGB e Rodrigo de Melo Teixeira é o Diretor de Administração e Finanças.

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (17) Rodrigo de Melo Teixeira, atualmente Diretor de Administração e Finanças do Serviço de Geologia do Brasil (SGB), o órgão é uma empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, cujo diretor-presidente é o ex-vendedor de réplica de roupas, Inácio Cavalcante Melo Neto – marido da senadora maranhense Eliziane Gama, do PSD, que o indicou para a função no governo Lula.

Além Rodrigo Teixeira, que dentro do SGB pela função estratégica que ocupa, é uma espécie de “braço direito” de Inácio Melo, a operação da Polícia Federal prendeu 17 pessoas, de 22 mandados de prisão.

A prisão ocorreu dentro do contexto da operação contra uma organização criminosa responsável por crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro. Ele era o terceiro na hierarquia da cúpula da PF até deixar o cargo no final de 2024.

Além dele, também está preso o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mário Trivellato Seabra Filho.

– Histórico do Diretor do SGB

Curiosamente, o diretor financeiro de Inácio Melo também é Delegado de carreira da Polícia Federal. Teixeira foi diretor da Polícia Federal e ex- superintendente da instituição em Minas Gerais.

Natural de Barbacena (MG), Teixeira ingressou na PF desde 1999, e foi nomeado no início do governo Lula (PT) nesta gestão do atual diretor-geral Andrei Rodrigues e ocupou a função de diretor de Polícia Administrativa entre 2023 e até o final de 2024. Ele era o terceiro na hierarquia da cúpula da PF até deixar o cargo no final de 2024.

Teixeira também atuou como superintendente da PF em Minas Gerais e, posteriormente, atuou como secretário adjunto de Segurança da Prefeitura de Belo Horizonte entre 2019 e 2022. Antes, foi secretário adjunto da Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais (2015-2016) e presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (2016-2018).

– Como funcionava o esquema 

Segundo as apurações, Teixeira teria uma atuação “oculta e ativa no mercado minerário, mediante a utilização de pessoas jurídicas interpostas e articulações com empresários investigados”.

Um dos principais alvos da operação é Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como líder do grupo. Ele é empresário, dono de diversas empresas em diferentes ramos, inclusive uma jazida de minério na Serra do Curral.

A PF aponta que foram descobertos indícios de “vínculos societários ocultos” entre o delegado e empresários do ramo de mineração, como Alan Nascimento e outros investigados.

O grupo criminoso teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração para obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas.

– Esquema de R$ 1,5 bi e potencial de R$ 18 bi

A estimativa é que as ações criminosas rendiam ao grupo ao menos R$ 1,5 bilhão, mas a PF destaca que foi identificado projetos em andamento vinculados à organização criminosa com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões.

“A organização criminosa teria atuado para neutralizar a ação do Estado, dificultando as investigações e monitorando autoridades. Além disso, utilizou diversos artifícios para lavar o dinheiro obtido com as práticas ilícitas”, afirma a PF.

No total, foram expedidos 22 mandados de prisão contra investigados e outros 79 mandados de busca e apreensão. Também fo9ram afastados diversos servidores públicos da área ambiental que estão sob suspeita da investigação.

2 Comentários

  1. Anônimo disse:

    Cara, o teu jeito de fazer jornalismo é muito sujo. Olha o título da tua matéria. Não sou eleitor de Eliziane Gama, nunca votei nela, inclusive acho uma oportunista. Esse marido dela tem cara de pilantra, cachaceiro, diria até canalha, mas porra, tu expõe de forma gratuita os nomes apenas por não gostar dela ou, porque te pagam para isso. Tu se torna muito pior que eles todos juntos. Jornalismo é coisa séria, vcs blogueiros vieram para acabar com o crédito jornalistico com um único intuito, FATURAR DINHEIRO SUJO IGUAL OU PIOR QUE OS PRÓPRIOS POLÍTICOS.

    • Vamos lá, primeiro que eu não “sou” blogueiro, na verdade, eu “estou” blogueiro, o que sou mesmo é JORNALISTA. E, apenas JORNALISTA de verdade, consegue apurar e buscar essa relação, conforme revelo no post em questão. No mais, obrigado pela audiência!!!

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