20
fev
2026

Mauro Campbell dá 15 dias para TJ-MA explicar porque tirou R$ 2,8 bilhões do BB e mandou para o BRB

Pelo Jornalista Domingos Costa

Caso Master: CNJ manda tribunais explicarem depósitos bilionários ao BRB. Banco venceu licitações para implementar o “pix judicial”, que prevê a liberação de depósitos judiciais, a cinco tribunais; rombo pode chegar a R$ 30 bilhões.

O ministro Mauro Campbell, corregedor Nacional de Justiça, intimou cinco tribunais de Justiça a explicarem, em até 15 dias, depósitos que podem chegar a R$ 30 bilhões ao BRB (Banco Regional de Brasília), investigado no inquérito que apura fraudes financeiras do Banco Master.

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar suspeita de gestão fraudulenta no BRB na tentativa de compra do Master, de Daniel Vorcaro. A investigação corre em sigilo e foi informada ao STF (Supremo Tribunal Federal) no início de fevereiro.

Campbell determinou que os tribunais do Distrito Federal, do Maranhão, da Bahia, da Paraíba e de Alagoas “prestem as informações que entenderem pertinentes”. A ordem atende a um pedido de providências formulado pelo advogado Alex Ferreira Borralho, que apontou “a ocorrência de movimentações atípicas relacionadas à gestão dos depósitos judiciais mantidos junto ao BRB”.

A CNN revelou em janeiro que o BRB venceu licitações para implementar o “pix judicial”, que prevê a liberação de depósitos judiciais, no TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) e nos tribunais da Bahia, do Maranhão, de Alagoas e da Paraíba.

Agora, os problemas financeiros enfrentados pelo BRB após a tentativa de compra do Banco Master podem causar um rombo calculado em quase R$ 30 bilhões por pessoas que acompanham de perto a questão.

Foi esse valor que a instituição financeira brasiliense passou a administrar a partir de decisões que determinam a uma parte do processo o depósito em conta bancária controlada pela Justiça. Esse depósito funciona como garantia para evitar calotes e assegurar o pagamento devido ao final da ação.

Caso o BRB não tenha capacidade para honrar os compromissos asumidos com as cortes estaduais e não consiga liberar o dinheiro de ações judiciais que estão sob a responsabilidade do BRB, os governos estaduais serão obrigados a assumir o prejuízo para garantir o funcionamento da Justiça.


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