maio
2026
OPERAÇÃO ARTHROS: O que se sabe sobre a decisão da Desembargadora Galiza contra Rubão

Decisão que autorizou a operação Arthros é da Desembargadora Francisca Galiza, presidente do TRE-MA.
A decisão judicial que autorizou a operação Arthros, na manhã desta quinta-feira (21), foi assinada pela Desembargadora Maria Francisca Gualberto Galiza, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA). O alvo principal da ação desencadeada pela Polícia Federal foi o ex-deputado Rubens Pereira e Silva, pai do deputado federal Rubens Júnior e esposa da ex-prefeita do município de Matões, Suely Pereira.
Conforme apuração do Blog do Domingos Costa, as investigações começaram quando, ainda no entorno da campanha municipal de 2024, a Polícia Federal apreendeu um homem em uma agência bancária de São Luís com um valor em espécie de R$ 500 mil reais.
Dado o desenrolar das investigações, a PF descobriu que Rubão, então Secretário de Estado pela Articulação Política, liderava o esquema e distribuiu a soma de R$ 1,8 milhão para diversos candidatos a prefeitos interior do Maranhão, todos seus aliados políticos.
Contudo, nessa operação, intitulada pela PF como Arthros, que significa “articulação”, possui um fato estranho e intrigante. É todos os atos políticos de Rubão são em benefício o filho, o deputado federal Rubens Júnior, do PT, que tem foro privilegiado, mesmo assim, a Polícia Federal entendeu que o parlamentar não possui nenhuma relação com o suposto “esquema”, apenas o pai dele.
Se a PF tivesse relacionado o nome ou algum tipo envolvimento do Deputado Rubens Júnior, o caso teria de ser direcionado para o STF – Supremo Tribunal Federal, por conta do foro privilegiado de membros do Congresso Nacional, o que poderia fazer o caso demorar mais a ser analisado.
Mas a Polícia Federal entendeu enviar para a Desembargadora Maria Francisca Gualberto Galiza porque envolvia, na época, um secretário de Estado.
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