jun
2026
Material encontrado no celular do juiz Douglas da Guia faz STJ afastar e colocar novamente tornozeleira no magistrado

Uma nova decisão, desta semana, do ministro Francisco Cândido de Melo Falcão Neto, decano do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou que seja afastado do cargo o juiz Douglas Lima da Guia (titular da 4ª Vara da Comarca de Balsas/MA).
O STJ notificou o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) determinando que além do afastamento pelo período de 180 dias (seis meses), também seja colocado tornozeleira no magistrado.
Conforme apuração do Blog do Domingos Costa, a decisão é relativa a novos fatos encontrados no celular do Douglas da Guia, aparelho apreendido no último dia 1º de abril durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão no âmbito da “Operação Inauditus”, deflagada pela Polícia Federal que investiga esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão no que tange à venda de terras no município de Alto Parnaíba/MA que pertenciam ao presidente da Assembleia Legislativa, Manoel Ribeiro.
O material altamente revelador encontrado no celular diz respeito a troca de mensagens, áudios e vídeo no aparelho celular do juiz. A íntegra da decisão sequer foi entregue ao TJ-MA, o Tribunal foi intimado apenas para efeito de cumprimento da decisão.
A defesa do juiz também ainda não teve acesso a decisão, e por óbvio, conhecimento ao teor do material apreendido no aparelho de Douglas da Guia.
Nesta quinta-feira (18), o advogado Alex Borralho, publicou em seu blog que trata de assuntos jurídicos, que o início da análise do material apreendido na “Operação Inauditus”, traz indícios de “mercancia jurisdicional” no TJ-MA que envolve e compromete a atuação desembargadores, juiz, chefes de gabinete, empresário e políticos.
– Juiz tinha conseguido revogar a primeira decisão do STJ
Após ter sido alvo da “Operação Inauditus” no dia 1º de abril de 2026, o juiz Douglas da Guida conseguiu revogar seu afastamento e retirar a tornozeleira eletrônica no dia 9 de abril. Na ocasião, a decisão foi proferida pelo próprio ministro Francisco Falcão, após reavaliação dos elementos que fundamentaram as medidas anteriormente decretadas.
Mas, agora, na análise do material apreendido em seu celular, o ministro do STJ mudou seu entendimento…
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