set
Polícia Federal prende Diretor de Administração e Finanças de empresa pública SGB, presidida pelo marido da Senadora Eliziane, o empresário Inácio Cavalcante Melo Neto; Rodrigo Teixeira é acusado de corrupção em órgãos ambientais.

Inácio Melo é o presidente do SGB e Rodrigo de Melo Teixeira é o Diretor de Administração e Finanças.
A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (17) Rodrigo de Melo Teixeira, atualmente Diretor de Administração e Finanças do Serviço de Geologia do Brasil (SGB), o órgão é uma empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, cujo diretor-presidente é o ex-vendedor de réplica de roupas, Inácio Cavalcante Melo Neto – marido da senadora maranhense Eliziane Gama, do PSD, que o indicou para a função no governo Lula.
Além Rodrigo Teixeira, que dentro do SGB pela função estratégica que ocupa, é uma espécie de “braço direito” de Inácio Melo, a operação da Polícia Federal prendeu 17 pessoas, de 22 mandados de prisão.
A prisão ocorreu dentro do contexto da operação contra uma organização criminosa responsável por crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro. Ele era o terceiro na hierarquia da cúpula da PF até deixar o cargo no final de 2024.
Além dele, também está preso o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mário Trivellato Seabra Filho.
– Histórico do Diretor do SGB
Curiosamente, o diretor financeiro de Inácio Melo também é Delegado de carreira da Polícia Federal. Teixeira foi diretor da Polícia Federal e ex- superintendente da instituição em Minas Gerais.
Natural de Barbacena (MG), Teixeira ingressou na PF desde 1999, e foi nomeado no início do governo Lula (PT) nesta gestão do atual diretor-geral Andrei Rodrigues e ocupou a função de diretor de Polícia Administrativa entre 2023 e até o final de 2024. Ele era o terceiro na hierarquia da cúpula da PF até deixar o cargo no final de 2024.
Teixeira também atuou como superintendente da PF em Minas Gerais e, posteriormente, atuou como secretário adjunto de Segurança da Prefeitura de Belo Horizonte entre 2019 e 2022. Antes, foi secretário adjunto da Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais (2015-2016) e presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (2016-2018).
– Como funcionava o esquema
Segundo as apurações, Teixeira teria uma atuação “oculta e ativa no mercado minerário, mediante a utilização de pessoas jurídicas interpostas e articulações com empresários investigados”.
Um dos principais alvos da operação é Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como líder do grupo. Ele é empresário, dono de diversas empresas em diferentes ramos, inclusive uma jazida de minério na Serra do Curral.
A PF aponta que foram descobertos indícios de “vínculos societários ocultos” entre o delegado e empresários do ramo de mineração, como Alan Nascimento e outros investigados.
O grupo criminoso teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração para obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas.
– Esquema de R$ 1,5 bi e potencial de R$ 18 bi
A estimativa é que as ações criminosas rendiam ao grupo ao menos R$ 1,5 bilhão, mas a PF destaca que foi identificado projetos em andamento vinculados à organização criminosa com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões.
“A organização criminosa teria atuado para neutralizar a ação do Estado, dificultando as investigações e monitorando autoridades. Além disso, utilizou diversos artifícios para lavar o dinheiro obtido com as práticas ilícitas”, afirma a PF.
No total, foram expedidos 22 mandados de prisão contra investigados e outros 79 mandados de busca e apreensão. Também fo9ram afastados diversos servidores públicos da área ambiental que estão sob suspeita da investigação.
set
Deputado federal Júnior Lourenço e esposa Carolina Trovão Bonfim
O deputado federal Júnior Lourenço, do PL do Maranhão, emprega a própria sogra em seu gabinete na Câmara dos Deputados. A situação configura nepotismo, o que significa que o parlamentar pode responder por improbidade administrativa.
Maria Jackeline Jesus Gonçalves Trovão, de 61 anos, foi nomeada secretária parlamentar do genro em 10 de maio de 2022, com salário de R$ 1.328,41, mais auxílios. Na ocasião, o deputado e a esposa já estavam casados. Em dezembro de 2023, a sogra foi promovida, e atualmente ganha R$ 1.764,93, mais os benefícios, ultrapassando R$ 3,2 mil por mês.
Maria Jackeline Trovão é mãe de Carolina Trovão Bonfim, esposa de Júnior Lourenço. Em conversa com a coluna, o deputado federal confirmou, sem demonstrar qualquer constrangimento, que emprega a própria sogra. “Ela trabalha comigo no Maranhão… no gabinete lá.” Questionado sobre quais eram as atribuições da mãe da esposa dele, limitou-se a responder que “ela é secretária”, sem dar mais detalhes e encerrando a conversa. A sogra não se manifestou.

Carolina Trovão Bonfim e a mãe Maria Jackeline Trovão
Em 3 de agosto passado, o deputado e a esposa comemoraram cinco anos de casamento. A prática de nepotismo é vedada pela Constituição Federal de 1988 por ferir os princípios da moralidade, impessoalidade, eficiência e isonomia.
O deputado federal Júnior Lourenço, do PL do Maranhão, emprega a própria sogra em seu gabinete na Câmara dos Deputados. A situação configura nepotismo, o que significa que o parlamentar pode responder por improbidade administrativa.
Maria Jackeline Jesus Gonçalves Trovão, de 61 anos, foi nomeada secretária parlamentar do genro em 10 de maio de 2022, com salário de R$ 1.328,41, mais auxílios. Na ocasião, o deputado e a esposa já estavam casados. Em dezembro de 2023, a sogra foi promovida, e atualmente ganha R$ 1.764,93, mais os benefícios, ultrapassando R$ 3,2 mil por mês.
No total, a Câmara dos Deputados já desembolsou R$ 120 mil para pagar a sogra do parlamentar.
Maria Jackeline Trovão é mãe de Carolina Trovão Bonfim, esposa de Júnior Lourenço. Em conversa com a coluna, o deputado federal confirmou, sem demonstrar qualquer constrangimento, que emprega a própria sogra. “Ela trabalha comigo no Maranhão… no gabinete lá.” Questionado sobre quais eram as atribuições da mãe da esposa dele, limitou-se a responder que “ela é secretária”, sem dar mais detalhes e encerrando a conversa. A sogra não se manifestou.
Em 3 de agosto passado, o deputado e a esposa comemoraram cinco anos de casamento. A prática de nepotismo é vedada pela Constituição Federal de 1988 por ferir os princípios da moralidade, impessoalidade, eficiência e isonomia.
Uma súmula publicada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2008 reforçou a proibição de nomeação de “cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau da autoridade nomeante” para cargos comissionados, como é o caso de Maria Jackeline Trovão. A sogra é parente por afinidade em primeiro grau, em linha reta.
Segundo especialistas, o deputado federal pode responder por improbidade administrativa e, como consequência, ter que ressarcir o valor pago pela Câmara à sogra, pagar multa e até mesmo ter os direitos políticos suspensos.
– Mulher já acusou deputado do PL de agredi-la
Nas redes sociais, Júnior Lourenço costuma postar fotos em diversas viagens internacionais com a esposa. Entre os destinos estão Paris, Maldivas e Dubai.
Mas nem tudo são flores na vida do casal. Carolina Trovão Bonfim chegou a registrar na delegacia, em agosto de 2024, boletim de ocorrência contra o marido por violência doméstica. Júnior Lourenço teria arrastado a esposa pelos cabelos no chão de um hotel em que eles estavam hospedados em Ipojuca, Pernambuco, durante lua de mel.
Após o caso repercutir na imprensa, contudo, Carolina Trovão Bonfim divulgou nota, por meio das redes sociais do marido, em que alega que tudo não passou de um “mal-entendido”, negando qualquer tipo de agressão.
set

Governador Carlos Brandão e o presidente da Caema, Marco Aurélio Freitas.
O Maranhão agora conta com um importante serviço oferecido pela Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema): O projeto Maraviva, que consiste na distribuição de água potável gratuita em eventos públicos e para entidades sem fins lucrativos. O equipamento foi entregue nesta terça-feira (16), em solenidade realizada na Estação de Tratamento da Água (ETA) do bairro Sacavém, em São Luís, com a participação do governador Carlos Brandão.
Durante a solenidade, o governador também entregou mais 86 novos veículos para reforçar o trabalho da Caema em todo o estado e assinou a ordem de serviço para reforço estrutural e aumento da produção de água da ETA do Sacavém, que vai ampliar em 70% o volume de distribuição hídrica para a região central de São Luís.
O projeto Maraviva consiste na distribuição gratuita de água potável, envasada em copos de 200 ml, para eventos públicos e entidades sem fins lucrativos, como a Apae e igrejas. O projeto vai levar até as pessoas e instituições sem fins lucrativos aquilo que é essencial para a vida: água potável, fresca e de qualidade.
“Essa máquina envasadora vai ter um papel importante em fornecer água para os eventos institucionais do governo. Vai servir para aquelas instituições que nos pedem apoio, principalmente às instituições sem fins lucrativos”, reforçou o governador.
Já a nova frota de veículos disponibilizada para a Caema é composta por 28 motocicletas, 32 automóveis modelo Polo, 20 picapes modelo Strada e seis picapes modelo Hilux, totalizando 86 veículos, que serão distribuídos para as gerências da capital e do interior do estado. O investimento reduzirá custos a longo prazo e diminuirá o tempo de atendimento a solicitações dos clientes, garantindo maior eficiência e segurança hídrica para a população.
“Temos que dar condições de trabalho. Toda equipe da companhia tem que estar motivada com equipamento, carro novo, com segurança, porque, afinal, para enfrentar as estradas a gente não pode correr risco de vida dos nossos servidores. A nova frota vai dar um resultado sem dúvida extraordinário”, avaliou o governador.
• Ampliação na distribuição de água
Para o presidente da Caema, Marco Aurélio Freitas, um dos principais atos governamentais do dia foi a autorização para início dos serviços que vão garantir a ampliação do fornecimento de água na ETA do Sacavém, beneficiando cerca de 300 mil pessoas de São Luís com o fim da intermitência no abastecimento d’água em vários bairros da região central da capital maranhense.
“O governador Brandão está investindo mais de R$ 3 milhões aqui, na ETA do Sacavém, ampliando a produção de água para atender os bairros do João Paulo, Monte Castelo, Filipinho e Centro, que é uma região que sofre bastante com intermitência e com esse novo volume de água que nós vamos estar entregando, mais 750 m³ por hora, o que representa mais de 750 mil litros por hora. Isso vai melhorar de forma significativa o abastecimento da cidade, além de reduzir a intermitência de verdade nessa região”, detalhou o presidente da Caema.
• Maraviva: Água potável e gratuita
A produção da envasadora Maraviva já está a pleno vapor. O projeto tem capacidade para envasar de 2.500 a 3.000 copos de água potável por dia. O design dos copos foi inspirado nos azulejos coloniais e valoriza a identidade maranhense, além de conectar tradição e cuidado social.
A primeira distribuição de copos da água do projeto Maraviva aconteceu na edição deste ano da Exposição Agropecuária do Maranhão (Expoema 2025), onde a iniciativa foi elogiada como símbolo de inovação no serviço público.
A água do projeto Maraviva provém dos Sistemas Produtores do Sacavém e do Italuís e passa por um rigoroso processo de tratamento. O envase conta com equipes que monitoram a qualidade da água de forma rotineira, garantindo segurança ao produto para que a água chegue pura e pronta para consumo.
Água do projeto Maraviva passa por rigoroso controle de qualidade antes de chegar à população.set

Sede da Clínica São Francisco de Neuropsiquiatria na Cidade Operária em São Luís.
O promotor Herberth Costa Figueiredo, titular da 19ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Saúde, converteu terça-feira (16) a Notícia de Fato nº 005534-5092025 para apurar as irregularidades físico-organizacionais e sanitárias da Clínica São Francisco de Neuropsiquiatria, em Inquérito Civil.
A clínica alvo do MP-MA fica localizada na Avenida Tancredo Neves bairro da Cidade Operária em São Luís e conforme registro na Receita Federal, os sócios administradores da Clínica São Francisco são cinco pessoas: Jose Carlos Rodrigues, Jean Carlson Louredo Rodrigues, Rodrigo Rodrigues, Jessica Araujo Rodrigues e Dayane Rodrigues Paes Leme.
Conforme publicação do Diário Eletrônico do Ministério Público, na página 09, a Portaria de Instauração da investigação é de número 10008/2025 -19ª, na qual converter que sob a responsabilidade das Promotorias de Justiça da Comarca da Capital/ 1º Promotor de Justiça de Defesa da Saúde.
set
O promotor de justiça Márcio Antônio Alves de Oliveira, do Ministério Público do Maranhão, falou ao Jornalista Domingos Costa sobre mais uma etapa da Operação Maat (Fase Prato Cheio) deflagrada com o apoio da Polícia Civil e que resultou na prisão de três pessoas na manhã desta terça-feira (16).
O alvo principal da operação é o ex-prefeito do município de Godofredo Viana, Marcelo Jorge Torres, que está preso, assim como a sua irmã, Gihan Ayoub Jorge Tores, ex-secretária Municipal de Administração e Finanças e O empresário Antônio da Conceição Muniz Neto que atua no ramo de venda de merenda escolar.
– ABAIXO MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A OPERAÇÃO:
O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Cândido Mendes, deflagrou nesta terça-feira, 16, a Operação Maat (fase Prato Cheio), visando desarticular um esquema de corrupção e desvio de recursos públicos que deveriam ser utilizados para o fornecimento de merenda escolar em 2014 no Município de Godofredo Viana.
Com o apoio da Polícia Civil, a ação resultou na prisão do ex-prefeito Marcelo Jorge, do empresário Antônio Muniz e da ex-secretária de Administração e Finanças de Godofredo Viana, Gihan Torres, irmã do ex-prefeito.
Foram apreendidos cinco veículos (duas SW4, uma Mercedes, uma Hilux e uma Nissan Triton), além de joias e dinheiro em espécie nas residências dos acusados em São Luís.
A Justiça determinou, ainda, a indisponibilidade e bloqueio dos bens dos requeridos, limitados ao montante de R$ 1.258.188,29. Os mandados foram assinados, inicialmente, pelo juiz titular da Vara Única da Comarca de Alcântara, que respondia, à época, pela Comarca de Cândido Mendes, Rodrigo Otávio Terças Santos, e pela juíza Luana Cardoso Santana Tavares, titular da Vara Única da Comarca de Cândido Mendes.
O Município de Godofredo Viana é termo judiciário da Comarca de Cândido Mendes.
De acordo com o promotor de justiça Márcio Antonio Alves de Oliveira, que responde pela Promotoria de Cândido Mendes, os alvos da operação estariam envolvidos em um complexo esquema de fraudes em licitações e desvio de verbas, causando graves prejuízos aos cofres públicos.
O nome da operação, Maat, faz referência à deusa egípcia da justiça e da verdade.
As prisões e o mandado de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça após a análise de provas colhidas ao longo da investigação, que incluem documentos, registros bancários e depoimentos de testemunhas.
DENÚNCIA
A denúncia, datada de 14 de novembro de 2024, aponta o ex-prefeito Marcelo Jorge Torres, a ex-secretária de Administração e Finanças, Gihan Ayoub Jorge Torres e o empresário Antônio da Conceição Muniz Neto como os principais alvos.
Conforme a ação do Ministério Público, foram cometidas irregularidades desde 2014. Apesar do repasse de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o fornecimento de merenda escolar às crianças foi realizado de maneira inadequada. Relatos de uma nutricionista e de diretores de escolas confirmam que a merenda foi fornecida de forma precária por apenas dois dos dez meses letivos daquele ano.
O inquérito, iniciado em 2016, apurou que o Município de Godofredo Viana recebeu R$ 173.712,00 do FNDE em 2014, mas a empresa contratada – A da C MUNIZ NETO – não teria entregue os alimentos nos meses de fevereiro, março, maio, junho, julho, setembro, outubro, novembro e dezembro.
A denúncia aponta ainda que, em dezembro, após o encerramento do ano letivo, foram emitidas notas fiscais no valor de R$ 62.984,00 por itens que não foram entregues nas escolas.
O Ministério Público sustenta que o ex-prefeito e a ex-secretária, que são irmãos, organizaram o desvio de dinheiro público, autorizando pagamentos a notas de empenho por produtos que não foram adquiridos. O documento acrescenta que a empresa A da C MUNIZ NETO recebeu um valor atualizado de R$ 181.369,62.
Também foi apontada a prática de outros crimes, como lavagem de dinheiro e fraude em licitação. O total de prejuízo aos cofres públicos, segundo a denúncia, é de R$ 258.188,29, com um valor de R$ 1.258.188,29 para fins de bloqueio patrimonial.
“O Ministério Público seguirá desenvolvendo seu papel constitucional de fiscalizar o cumprimento da lei e de defesa da sociedade”, afirmou o promotor de justiça Márcio Antônio Alves de Oliveira”.
LEIA TAMBÉM:
set
Contrato de mais um milhão com dispensa de licitação levanta questionamentos sobre legalidade e prejuízo ao erário.

Os sócios do escritório Barbosa & Loiola – Advocacia e Consultoria Jurídica, Eduardo Loiola e Alexandre Barbosa.
O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) instaurou inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na contratação do escritório Barbosa e Loiola Advogados Associados pela Prefeitura de Matões/MA.
A investigação tem como foco o Contrato nº 41/2025, firmado por meio da Inexigibilidade nº 005/2025 e do Processo Administrativo nº 06.114.005/2025, que dispensou licitação para contratar os serviços advocatícios. A medida levanta sérias dúvidas sobre a legalidade do processo e a compatibilidade do valor pago com os preços praticados no mercado.
A decisão foi assinada pelo Promotor de Justiça de Matões, Laécio Ramos do Vale, que converteu a Notícia de Fato nº 000407-509/2025 em Inquérito Civil, com efeitos retroativos a 03 de junho de 2025.
– MP cobra transparência e análise técnica
O Ministério Público requisitou à Prefeitura cópia integral do contrato, do processo administrativo e dos documentos que fundamentaram a inexigibilidade de licitação. A solicitação foi endereçada ao Secretário Municipal de Administração, que foi formalmente advertido de que a omissão ou recusa em fornecer os documentos poderá configurar crime, com base no artigo 10 da Lei nº 7.347/1985.
Além disso, o MP solicitou o envio dos documentos à Assessoria Técnica da Procuradoria-Geral de Justiça, que deverá emitir parecer técnico com base na Nota Técnica nº 002/2021, avaliando tanto a legalidade da contratação quanto a compatibilidade do valor contratado com o mercado. Essa análise será essencial para dimensionar um possível prejuízo ao erário público e poderá subsidiar um eventual acordo de não persecução civil, caso sejam confirmadas as irregularidades.
A contratação de escritórios de advocacia por inexigibilidade de licitação é um tema sensível e polêmico, uma vez que exige justificativas técnicas rigorosas e demonstração de notória especialização — algo que, muitas vezes, é desconsiderado ou feito de forma genérica por gestores públicos.
No caso de Matões, a investigação irá apurar se realmente existia fundamento legal para a dispensa de licitação, e se o valor pago à banca jurídica é condizente com os preços praticados em outras contratações semelhantes.
Em tempos de escassez de recursos e crise nos serviços públicos, a contratação direta de escritórios de advocacia por prefeituras continua sendo um dos focos de atuação dos órgãos de controle, como o Ministério Público e os Tribunais de Contas.
set
Promotor de Justiça cobra explicações sobre atraso na conclusão da reforma do Hospital Municipal Clodomir Rocha.

Prefeita Lacerda terá a fiscalização do MP-MA em reforma do hospital municipal.
O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Caxias, instaurou o Procedimento Administrativo nº 041/2025 com o objetivo de acompanhar e fiscalizar a conclusão da reforma do Hospital Municipal Clodomir Rocha, localizado no município de São João do Sóter/MA, sob a gestão da prefeita Maria do Carmo Cavalcante Lacerda, do PSB.
A medida foi determinada pelo promotor de Justiça Dr. Rodrigo de Vasconcelos Ferro, com base em diversas normas constitucionais e legais que garantem ao MP a função de fiscal da lei e defensor dos direitos sociais e individuais indisponíveis – especialmente o direito à saúde pública de qualidade.
Apesar de diligências anteriores no âmbito do Procedimento Administrativo nº 012/2021, que apontaram riscos estruturais críticos no hospital, o município chegou a tomar algumas providências, mas a obra ainda não foi concluída. Persistem pendências graves que afetam diretamente a população local, especialmente em relação às condições sanitárias da unidade de saúde.
A Promotoria destaca que o hospital precisa passar por fiscalização rigorosa quanto à sua infraestrutura e salubridade, uma vez que trata-se de um serviço essencial à população e que deve atender aos critérios mínimos de dignidade e segurança.
Segundo o MPMA, o procedimento terá prazo de 1 ano para conclusão, podendo ser prorrogado, caso necessário. O servidor Railson Pinheiro da Silva foi nomeado para atuar como secretário do procedimento, com a missão de organizar e registrar todas as etapas da investigação.
Entre as providências iniciais estão o registro do procedimento no sistema interno do MP, a publicação oficial no Diário Oficial, e o envio do caso à Biblioteca da Procuradoria-Geral de Justiça.
set
Moradores denunciam poeira, fumaça e odor de queimado próximo à BR-135; usina descumpre exigências ambientais, segundo Secretaria de Meio Ambiente do Maranhão.

Marca da empresa conforme publicação na página da 3K nas redes sociais.
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou inquérito civil para investigar possível poluição do ar provocada pela empresa 3K Construções e Terraplanagem LTDA, conhecida como Usina 3K, localizada no povoado Peri de Cima, às margens da BR-135, KM 48, zona rural de Bacabeira/MA.
A medida foi tomada pela Promotora de Justiça Fabíola Fernandes Faheína Ferreira, titular da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Rosário, que atua na defesa do meio ambiente. O inquérito visa aprofundar as investigações sobre os impactos ambientais causados pelas atividades da empresa, que atua no setor de brita e cimento.
– Comunidade denuncia problemas respiratórios e prejuízos à saúde
A apuração teve início a partir de uma denúncia formalizada por Mauro Antônio Rocha Pereira, morador da região, no dia 8 de novembro de 2021. Segundo o relato, os moradores que residem nas imediações da usina estariam sofrendo com poeira constante, fumaça intensa e forte odor de queimado, o que estaria gerando problemas respiratórios e prejuízos à qualidade de vida da população local.
O denunciante apresentou ainda um abaixo-assinado com diversas assinaturas de vizinhos da usina, todos alegando os mesmos transtornos.
Parecer técnico aponta descumprimento de condicionantes ambientais
Durante as diligências, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) encaminhou ao Ministério Público o Parecer Técnico nº 50/SPV-MC/2025, que revelou graves irregularidades. Segundo o documento, a Usina 3K descumpriu condicionantes impostas na sua Licença de Operação nº 1015912/2024, válida até 2028.
Entre os pontos descumpridos estão:
• Falta de monitoramento das emissões atmosféricas, exigido pela Resolução CONAMA 436/2011;
• Ausência de Relatório Anual de Desempenho Ambiental (RADA);
• Falhas no automonitoramento e no cumprimento de outras obrigações ambientais.
Diante da gravidade das constatações, o MPMA determinou a conversão do Procedimento Preparatório em Inquérito Civil, com o objetivo de aprofundar a investigação e adotar medidas cabíveis — inclusive ações civis ou criminais, se for o caso.
– Foram determinadas as seguintes providências iniciais:
• Notificação oficial à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Bacabeira para manifestação sobre o caso;
• Comunicação formal à Usina 3K, solicitando esclarecimentos e comprovações sobre ações adotadas após o parecer técnico da SEMA;
• Requisição de informações ao Secretário de Estado do Meio Ambiente sobre eventuais fiscalizações e medidas já tomadas.
set

O empresário José Arteiro da Silva morreu aos 86 anos..
Morreu na manhã desta terça-feira (16), aos 86 anos, o empresário José Arteiro da Silva, ex-presidente da Federação do Comércio do Maranhão (Fecomércio). Em nota, a entidade lamentou profundamente a perda do seu dirigente mais longevo.
Nascido no município de Sobral, no Ceará, José Arteiro da Silva e chegou a São Luís aos 20 anos de idade. Ele presidiu a Fecomércio por 39 anos consecutivos, de 1983 a 2022, ano em que deu lugar a Maurício Feijó, que segue no cargo.
Alem de representante de classe, José Arteiro foi empreendedor do ramo de vestuário e calçados, diretor-fundador da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), membro do Conselho Deliberativo do Sebrae/MA, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Luis, além de ocupar o cargo de vice-presidente do Conselho Nacional do Comércio (CNC).
set

Alvo da Operação Maat (Fase Prato Cheio) é o ex-prefeito de Godofredo Viana, Marcelo Jorge Torres.
Sob a coordenação do promotor de justiça Márcio Antônio Alves de Oliveira, o Ministério Público do Maranhão deflagrou nesta manhã (16) mais uma etapa da Operação Maat (Fase Prato Cheio) com apoio da Polícia Civil que resultou na prisão de duas pessoas.
O alvo principal é o ex-prefeito do município de Godofredo Viana, Marcelo Jorge Torres. Conforme apuração do Blog do Domingos Costa, outros três ex-agentes públicos também são alvos da desta fase da operação: Gihan Ayoub Jorge Tores – Ex-secretária Municipal de Administração e Finanças, ela é irmã do ex-prefeito; além do empresário Antônio da Conceição Muniz Neto e Jonaldo Sousa Costa, ex-chefe do almoxarifado do Município de Godofredo Viana.
De acordo com o MP-MA, o grupo criminoso desvio recursos públicos da Merenda Escola do município de Godofredo Viana. Na denúncia feita à Justiça, o promotor Márcio Antônio diz que após a demanda recebida nesta Promotoria de Justiça, por meio do Ofício nº 001/2016, encaminhado pela Presidente do CAE – Conselho Municipal da Merenda Escolar, instaurou-se, inicialmente Notícia de Fato, que devido aos contundentes indícios de atos ímprobos, ulteriormente, transformou-se em Inquérito Civil de nº 001/2016, visando apurar suposta prática de desvio/incorporação de verbas que deveriam ser utilizadas para o fornecimento de merenda escolar em 2014, no Município de Godofredo Viana/MA.
O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 1.258.188,29. Até agora foram apreendidos três carros, joias e dinheiro.
A irmã do ex-prefeito foi presa, a senhora Gihan Ayoub Jorge Tores. Por sua vez, Marcelo Jorge Torres é considerado foragido da Justiça visto que não foi encontrado em nenhum dos seus endereços.
A qualquer momento novas informações…


